O KX-2 em revista – 2 meses depois!

14DEZ2016
Language PT
Fotografias de CT1DBS, excepto na indicada

A primeira abordagem ao KX-2 revela um equipamento verdadeiramente pequeno, considerando que integra a bateria, o ATU e toda a panóplia de coisas que, normalmente, apenas se encontra noutros equipamentos de maior dimensão…

Depois da surpresa relativamente ao tamanho, seguem-se outras surpresas.
Desde logo, ao abri-lo, verifica-se que não há mesmo espaço para mais. A optimização do espaço é total!

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Para quem está habituado ao KX-3, é fácil a adaptação a este equipamento.

O sistema de menus é muito parecido e, tendo algumas diferenças do KX-3 – tem menos botões -, é necessário ler o bem escrito manual porque há funções que têm de ser reguladas no menu.

O manual leva o conceito KISS ao seu limite!

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Foto da Elecraft

O equipamento vem com um microfone incorporado para quem quiser utilizar o equipamento à mão, possuindo ainda um borne para um trailing counterpoise para quem desejar utilizar o rádio em móvel pedestre.
O trailing couterpoise sai facilmente do borne para evitar que, se o fio ficar preso, possa determinar problemas para o operador e para o rádio.

O rádio faz as bandas de HF entre os 80m e os 10m (9 bandas), tendo elevada sensibilidade na recepção e 10 W de potência na emissão.

Note-se que este é um SDR que utiliza um DSP com vírgula flutuante de 32 bits!
Pequeno mas potente em possibilidades para modificar o NB, a largura de banda, etc…

O display é praticamente igual ou mesmo igual (não medi) ao do KX-3, sendo tudo muito legível e bem “arrumado”!

dscn8114-2À semelhança de outros produtos Elecraft, cuja qualidade é, normalmente, muito boa, o ATU sintoniza rapidamente quase tudo. Os filtros são eficientes e a recepção muito confortável.
A bateria interna (2.6 Ah, Li-ion) permite várias activações, sendo que abaixo dos 10V (key-down) o rádio baixa, automaticamente, a sua potência para 5W, ou seja, menos meio sinal S no lado do receptor…

 

Uma carga de bateria deu para cerca de 100 QSOs (CW) em 2 activações nos Açores e uma no continente.
Segundo o fabricante, a bateria dá para cerca de 8h de operação normal.
Em RX consome cerca de 135 mA, tal como anunciado pelo fabricante.
Na fotografia abaixo, o consumo era de 132 mA, mas tinha o pré-amplificador desligado. Com o pré-amplificador ligado, o consumo aumenta para 136 mA.

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O único senão é o facto de ter de tirar a bateria para a carregar, mas atendendo ao custo do rádio e à falta de espaço, é compreensível que o rádio não seja possuidor de um carregador interno.
Contudo, diga-se, o processo de colocar e retirar a bateria é muito fácil e rápido, pelo que este inconveniente é um problema menor.

Interessante é a o rádio possuir um Ahmeter que permite saber qual a capacidade consumida da bateria em cada momento e, desta forma, gerir a energia disponível!

No caso, estão consumidos 2,959 AH. Uma indicação útil para quem opera em portátil. 🙂

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Outra circunstância que notei foi a utilização de uma pilha de Li-ion em detrimento das LiPO ou de das LiFePO4.
Segundo se diz, a Elecraft optou por esta tecnologia por estar muito testada e ter dado provas, evitando assim problemas ulteriores. Faz sentido!

 

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O rádio tem um acabamento esmerado, tendo um pé traseiro para o levantar e facilitar a operação/visualização do display e botões!

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Sendo um rádio dedicado a actividades de outdoor é pena que não tenha um maior grau de impermeabilização, denotando-se vários “buracos” na estrutura que deveriam estar tapados.

Existem os seguintes buracos na estrutura do aparelho: (i) chave de morse e respectivos parafusos de aperto (3 buracos); (ii) Borne miniatura para o trailing wire; (iii) Microfone interno; (iv) altifalante.

Os buracos para chave de morse são tapáveis, através do recurso a tampas feitas pela Gems KX, que também faz as proteções laterais e a redoma de acrílico para proteção do rádio.

Verdade seja que a utilização deste rádio tem de ser criteriosa e, por isso, mais uma vez estamos a falar de pormenores.

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Em CT/ES-001

Mas nada aconteceu quando, na activação de CT/ES-001, saímos de lá todos molhados (eu, o rádio e os acessórios…hi)!

Uma das coisas que notei imediatamente foi a falta de uma recessão no botão do VFO para meter o dedo e mudar a frequência, tal como acontece com o KX-3.
Mas, depois de 5 minutos com o rádio, a coisa tornou-se fácil, mesmo para um OM com dedos grandes, como é o meu caso.
E esta é uma outra diferença fundamental na utilização deste equipamento: A ergonomia!

Mesmo com dedos grandes e com luvas (ver ct1dbs/wordpress/…Montejunto) é muito fácil utilizar os botões todos e mudar o que tem de ser mudado.
Mais um ponto a favor para quem é ativador SOTA. 🙂

A operação em split é intuitiva e vem dotado com recepção dupla (+/-23 KHz de diferença máxima entre ambos os VFOs).
É possível, também, a introdução directa de frequências, utilizando alguns botões como se fossem parte de um teclado numérico. Esta característica é útil, especialmente quando se quer mudar a frequência de trabalho de forma significativa.

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Algo interessante e que parece importante é ter o módulo opcional de ligação KXIO2, que possibilita fazer as actualizações de software, controlar dispositivos externos (amplificadores, transverters ou relés de antena, etc) e ter um relógio incorporado.
No caso do meu KX-2, este módulo proporcionou a adição da AM, pela simples actualização de software, e ter um relógio sempre na hora UTC à minha frente, nas activações SOTA.

Entretanto, utilizando um pequeno cabo de “derivação” utilizei uns normais auscultadores+mic, dos que se usam nos telemóvel para fazer QSOs em SSB.
Os reportes do áudio foram muito bons e a facilidade de controlo do ALC e do MIC é algo a acrescentar à lista de coisas boas para quem faz fonia.
É provável que isto também tenha relação com o facto do DSP fazer o processamento da voz na emissão.

O rádio possui, a exemplo do KX-3, descodificação automática de RTTY, de CW, de PSK31 e PSK63.
Em CW, tal como todos os descodificadores, apresenta dificuldades com sinais que não estejam bem ritmados ou que estejam muito interferidos, mas é para isso que serve o “descodificador que existe entre os ouvidos”!…
Pode-se utilizar a transmissão de qualquer um destes modos recorrendo à chave de morse. O equipamento “traduz” o CW para RTTY ou PSK na emissão…

Para quem faz CW, é interessante ter a comutação T/R por díodos, não havendo lugar a cliques de relés, ou seja permitindo um QSK perfeito.

O KX-2 tem memórias para CW e para voz, o que faz com que as activações SOTA fiquem mais fáceis. Eu uso as memórias para as chamadas em CW e isso facilita a operação.

Detalhes à parte, este é um rádio impressionante, pleno de características para o activador SOTA e sem qualquer possibilidade de comparação com qualquer outra equipamento que exista no mercado, na minha modesta opinião.
Apenas perde para o FT-817 por não ter as bandas dos 6m, dos 2m e dos 70 cm. Mas não se pode ter tudo e quando se entra nesta comparação, estamos a comparar batatas com cebolas…

Que se note que gostei muito de ter e utilizar o FT-817ND, bem como outros rádios, alguns construídos cá em casa, mas, com o perfil de activador SOTA que tenho, a opção seria pelo KX-2, sem a menor dúvida.
Grande “máquina”!
🙂

73 ES GL de Pedro, CT1DBS/CU3HF

 

DSCN8078.JPG

Os três KX’s…

 

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2 comments

  1. José Luís Proença · December 16

    Bela aquisição. Que faças muitos SOTA’s por muitos anos e bons anos eu que os escute 😉

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    • Pedro, CT1DBS/CU3HF · December 16

      Obrigado pelo teu comentário. Espero que ainda dês umas “voltinhas” nele. Tenho a certeza de que vais gostar!
      73
      Pedro

      Like

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